A Educomunicação na Gestão Pastoral da Comunicação I

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Considere este canal um verdadeiro espaço de construção de diálogos, onde a sua participação é essencial. Veja para além das letras alguém que conversa com você. Sou eu, Pe. Maurício Cruzz, muito prazer! Tivemos a oportunidade de no último ano de 2018 concluir o doutoramento junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da USP, sob a orientação do Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares. O objeto da pesquisa foi a presença das metodologias educomunicativas na proposta de “educar para a comunicação” do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Com a realização desse trabalho, tive a oportunidade de aprofundar meu conhecimento sobre o status da comunicação da Igreja nos diversos Regionais da CNBB. Uma vez realizada a pesquisa, temos agora a oportunidade de agradecer a todos os agentes da Pascom, Assessores de Comunicação, padres e bispos referenciais participantes nesse processo, e, por meio deste canal, de algum modo desejamos retribuir a colaboração de todos e contribuir com as perspectivas de aprendizado sobre o assunto ainda em horizonte aberto por todo o país.

De início, pretendemos aqui trabalhar a proposta do Capítulo 10 do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil vinculando ao plano de organização da Pastoral da Comunicação as metodologias da Educomunicação. A ideia deste canal literário é, portanto, construirmos juntos possíveis ações criativas de gestão da comunicação a partir dessas metodologias, tendo em vista aplicações práticas previstas nos textos do Diretório a iluminar a vida pastoral dos agentes da Pascom. Neste sentido, teremos como ponto de partida e referência básica das nossas discussões o próprio texto do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Junto a ele, para início dos nossos trabalhos, teremos o “Guia de Implantação da Pastoral da Comunicação”, as “Orientações Pastorais para as Mídias Católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”, e as publicações “Espiritualidade do Comunicador: viver a Mística nos tempos atuais” e “Educomunicação: formação pastoral na cultura digital”. Essas referências textuais deverão nos fazer companhia nas reflexões preliminares que pretendemos manter em diálogo aberto ao longo de 2019.

Por meio deste canal, objetivamos viabilizar um diálogo formativo que se aproxime ao máximo possível das propostas metodológicas educomunicativas, ou seja, uma formação construída com a participação de todos os envolvidos no processo de comunicar e aprender.

Já sinalizamos que o Diretório é essencial em nosso diálogo. Quando possível, baixe o arquivo digital ou adquira o impresso nas livrarias católicas. O mesmo indicamos quanto ao “Guia” e as “Orientações”. Destacamos que o texto do Guia (GIPC) é essencialmente aplicação prática do Capítulo 10 do Diretório, trazendo também contribuições de outros documentos da Igreja sobre a comunicação católica no Brasil. A preocupação essencial é a implantação da pastoral da comunicação em todas as esferas da Igreja: paroquial, diocesana, regional e nacional. Para a implementação dos passos necessários, o texto faz uma breve apresentação do conjunto das ações pastorais reconhecidas no campo da comunicação, legitimando esse conjunto de ações como Pastoral da Comunicação.

A Pastoral da Comunicação se estrutura a partir dos documentos da Igreja, nos estudos e pesquisas na área da comunicação e das práticas comunicativas vividas e experienciadas pelas comunidades e grupos, convertendo-se em um eixo transversal de todas as pastorais da Igreja (GIPC, pp. 9-10).

 

O Guia retoma uma breve exposição sobre os quatro eixos fundamentais da Pastoral da Comunicação, a saber:

  1. Formação: condição indispensável para a Pascom. Além de garantir a formação para as diversas pastorais da Igreja, a Pascom também deve manter a formação dos agentes que compõem a pastoral para que possam conhecer mais das técnicas de comunicação, a fim de desempenhar cada vez mais um trabalho eficiente (p.15).
  2. Articulação: estratégica para o fortalecimento da Pascom. Os grupos da Pascom devem se manter articulados aos diversos níveis que apresentamos anteriormente. Porém, também é necessário se estabelecer diálogo em relação com as demais iniciativas da Igreja para que de fato a comunicação se torne esse eixo transversal (p.16)
  3. Produção: importante iniciativa para a sustentação da Pascom. Historicamente, a Pascom é reconhecida pelo seu trabalho no eixo da produção. São inúmeras as iniciativas Brasil afora. Temos uma grande riqueza neste sentido, porém, é necessário ampliar a visão e não ficar preso somente à produção, pois o trabalho da Pascom é muito mais amplo (pp.16-17).
  4. Espiritualidade: garantia do sentido pastoral das ações da Pascom.  A comissão para a Pastoral da Comunicação propõe a realização de uma hora em adoração ao Santíssimo Sacramento com base em um roteiro que relembre elementos do universo da comunicação, pelos quais se precisa rezar e refletir, deixando a cargo de cada paróquia, movimento e nova comunidade a execução dessa proposta (p. 17).

 

Fazemos questão de começar nosso diálogo destacando essas bases de diálogo referenciadas pelo GIPC a partir do Diretório. A quinta parte do GIPC trabalha a ideia de integração pastoral a partir da “transversalidade na Pascom”, de modo que podemos considerar o Guia como uma compilação das chamadas “pistas de ação” e reflexão. Estas pistas são uma espécie de resumo e orientações de aplicação prática que você encontra destacadas ao final de cada capítulo do Diretório.

A referência metodológica de transversalidade presente no Diretório é fundamentada pela educomunicação, as comunidades e as mídias católicas tem a oportunidade de encontrar um suporte metodológico e também epistemológico para suas práticas de comunicação, especialmente nas quatro áreas educomunicativas mais presentes no discurso do Diretório, a saber: a Educação para a comunicação; a   Mediação tecnológica na prática educativa; a Produção midiática a serviço da educação e a  Expressão comunicativa através das artes.

Para a reflexão e construção do próximo artigo, vai nossa provocação do ponto de vista dos eixos fundamentais da Pascom: o que você acha da ordem de importância de cada eixo? É isso mesmo ou, em termos de prioridade, precisaríamos mudar algo nesse ordenamento? Se precisássemos mudar, o que mudaríamos e por que o faríamos?

Quanto às referências metodológicas da Educomunicação, você conhece algo a respeito das 4 áreas educomunicativas propostas como pontos de acesso para a gestão da comunicação pastoral?

Envie também outras considerações que você estimar relevantes, restritas às palavras-chave, para o nosso diálogo crescer. Vamos crescer juntos! Forte abraço e até o próximo bate-papo.

 

PALAVRAS-CHAVE DESTE CANAL:

Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil

Pastoral da Comunicação

Educomunicação

 

REFERÊNCIAS:

CNBB (2014). Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Aparecida: Edições CNBB.

CNBB (2018). Guia de Implantação da Pastoral da Comunicação. Brasília: Edições CNBB.

CNBB (2018). Orientações Pastorais para as Mídias Católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias. Brasília: Edições CNBB.

CORAZZA, H. (2016). Educomunicação: formação pastoral na cultura digital. São Paulo: Paulinas.

CORAZZA, H. & PUNTEL, J.T. (2018). Espiritualidade do Comunicador: viver a Mística nos tempos atuais. São Paulo: Paulinas.

 

 

* Ao se servir do conteúdo deste artigo, gentileza citar a fonte. 

Sobre o Autor: Pe. Maurício Cruz

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