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Agenda de Abril para os Pasconeiros

Temas importantes para colaborar na produção de conteúdos

Revigorados pelo reencontro com o Senhor, a partir da celebração da Páscoa,  somos enviados para anunciar este Mistério de Fé que representa o Amor de Deus para com todos nós, seus filhos e filhas. Certos de que o caminho penitencial da Quaresma foi ponto de mudança de vida, de reconciliação com Deus e  com o próximo, a partir da experiência da Campanha da Fraternidade, a Pascom Brasil traz alguns temas importantes que podem colaborar na produção de conteúdos nas Comunidades: 

 

1- Intenção da Rede Mundial de Oração do Papa Francisco

Neste mês, em que damos continuidade à celebração da Páscoa, somos convidados a rezar pelo papel das “Mulheres”. Rezemos para que sejam reconhecidas em cada cultura a dignidade das mulheres e a sua riqueza, e cessem as discriminações de que são vítimas em várias partes do mundo.

 

2 – Tempo Pascal: esperanças renovadas para anunciar o Senhor

Jesus ressuscitou! Aleluia!
Eis a força da nossa fé, que guia toda a nossa ação pastoral.

Quando vivemos o tempo pascal, relembramos o caminho percorrido por Cristo, do deserto à cruz, da morte à ressurreição. Além de recordar todo o Seu sacrifício e entrega aos planos de Deus, somos convidados a reforçar o nosso sim como comunicadores paroquiais, pois é a base de todo o conteúdo que produzimos e divulgamos.

É o tempo que nos faz pensar como está o “nosso comunicar”.

Nossa comunicação é aquela que alegra a todos com a Boa Nova, como fez Maria Madalena quando recebeu a notícia de que Cristo estava vivo, ou é a comunicação realizada por Judas Iscariotes, transmitindo fatos que não acolhem ninguém e que não criam pontes de sinodalidade?

A analogia entre os personagens que viveram de perto a Paixão de Cristo nos provoca a pensar também como está o nosso poder de autoanálise, muitas vezes necessária para vermos melhor o caminho percorrido e melhorarmos naquilo que podemos, afinal comunicação não é uma ciência exata do “faça assim que tudo fica bem”. Temos o “poder” de parar, ouvir novamente e alinhar o processo de comunicação se necessário.

Agora é a hora! Com as esperanças renovadas, vamos juntos repensar as ações da Pascom?

Faça uma reunião para analisar como foram as ações durante a Quaresma e a Semana Santa. Vejam o que deu certo e também o que não funcionou muito bem. Converse com o pároco e obtenha também a percepção dele sobre tudo o que aconteceu na paróquia.

Reúna todas as ideias e utilize a análise para a criação de novos conteúdos para o Tempo Pascal. Certamente teremos muitas boas ideias!

Marcelo Godoy

 

3 – 2º Domingo da Páscoa: A misericórdia de Deus – Papa Francisco e o seu Magistério:

“Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus. […] Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz”. É assim que o Papa Francisco inicia a bula de proclamação do Ano Santo da Misericórdia, a Misericordiae Vultus, publicada em 2015.

Francisco repete reiteradas vezes que o “nome de Deus é misericórdia”. E isso está expresso, inclusive, em seu lema desde quando era arcebispo em Buenos Aires, sendo mantido nestes 11 anos de pontificado: Miserando atque eligendo (Olhou-o com misericórdia e o escolheu), baseado nas homilias de São Beda, o venerável. Por isso, relacionar o Papa Francisco e seu Magistério com a temática da misericórdia não é difícil.

Ao concluir o Ano Santo da Misericórdia, Francisco publicou a carta Misericordia et Misera e fez um belo resumo do que pensa, sente e reza a partir deste desejo: uma Igreja misericordiosa. “Este é o tempo da misericórdia. Cada dia da nossa caminhada é marcado pela presença de Deus, que guia os nossos passos com a força da graça que o Espírito infunde no coração para o plasmar e torná-lo capaz de amar. É o tempo da misericórdia para todos e cada um, para que ninguém possa pensar que é alheio à proximidade de Deus e à força da sua ternura. É o tempo da misericórdia para que quantos se sentem fracos e indefesos, afastados e sozinhos possam individuar a presença de irmãos e irmãs que os sustentam nas suas necessidades. É o tempo da misericórdia para que os pobres sintam pousado sobre si o olhar respeitoso mas atento daqueles que, vencida a indiferença, descobrem o essencial da vida. É o tempo da misericórdia para que cada pecador não se canse de pedir perdão e sentir a mão do Pai, que sempre acolhe e abraça”.

Anualmente, desde 2000, a Igreja celebra o II Domingo da Páscoa como “Domingo da Misericórdia”. Neste ano em que nos preparamos para o Jubileu de 2025, que terá como tema “Peregrinos da Esperança”, o Papa Francisco nos convida à oração, ao Ano da Oração. Em seus escritos, o Pontífice retoma e recorda a importância do sacramento da Reconciliação, onde se manifesta a alegria e o bálsamo da misericórdia de Deus. 

Em sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2016, durante o Ano da Misericórdia, Francisco escreveu sobre “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”. No documento, ele salienta: “Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhasse aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos”.

Neste sentido, a Pascom pode colaborar com a organização de ações para o Domingo da Misericórdia relacionando também o Magistério do Papa Francisco. Citamos abaixo algumas sugestões:

– Cards diários, para postagem nas redes sociais, com frases do Papa sobre a misericórdia

– Buscar pequenos vídeos em que o Papa Francisco fala sobre a misericórdia e enviar nos grupos de WhatsApp da Paróquia

– Pensar num conteúdo em vídeo ou podcast sobre o Domingo da Misericórdia, trazendo a história e a devoção a Santa Faustina

– Pensar em ações de gentileza, cuidado, caridade e misericórdia e propor às lideranças da Paróquia para que possam ser assumidas pessoalmente, com o objetivo de construir uma comunidade mais humana.

– A Pascom pode elaborar materiais virtuais e impressos para ajudar os fiéis a realizarem uma boa confissão

Felipe Padilha

 

4 – 07/04 – Dia do Jornalista

Há quem diga que existam outras datas como o Dia do Jornalista, mas fato é que o dia 7 de abril ficou na memória como a data para relembrar esses profissionais de comunicação. A comemoração foi criada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em homenagem ao jornalista Giovani Battista Libero Badaró, que lutou incansavelmente pelo fim da monarquia portuguesa.

Quando aproximamos este tema ao ambiente eclesial, podemos observar que durante muitos anos esta profissão esteve no auge para documentar os fatos históricos ou até pesquisas e notícias relacionadas à Igreja. E o que mais poderia vir? Aos poucos esses profissionais buscaram espaços também nesse meio, compreendendo que a comunicação contribuída sempre é bem-vinda. 

Hoje somos muitos jornalistas que atuam profissionalmente na Igreja, reportando em rádios, TVs, jornais impressos, sites, redes sociais digitais…ocupamos muitos espaços, alguns deles até de forma colaborativa apenas, mas da mesma maneira importante para as comunidades e para os fiéis. 

Papa Francisco sempre relembra o quanto é importante o jornalista valorizar a verdade, saber repassar a verdade de forma autêntica e humana, e acredita que nosso trabalho precisa ser, antes de tudo, pautado pelos valores do Evangelho: “Ser jornalista é uma vocação, um pouco como a de um médico, que escolhe amar a humanidade curando suas doenças. De certa forma, o mesmo acontece com o jornalista, que escolhe tocar as feridas da sociedade e do mundo.

A você, jornalista, parabéns pelo seu dia.

Janaína Gonçalves

 

5 – 08/04 – Anunciação do Senhor:

A Solenidade da Anunciação do Senhor é celebrada originalmente no dia 25 de março, contudo, neste ano, por ocasião da Semana Santa, a data foi transferida para o dia 8 de abril. Apesar de estar fora da época do Tempo do Natal, esta data faz o prelúdio daquilo que iremos celebrar daqui nove meses: o nascimento do Senhor, luz dos Povos. Sabemos que o Natal do Senhor é a segunda celebração mais importante para os cristãos católicos, por isso, é fundamental darmos uma atenção para esta data, para além de post comemorativos, afinal, o anúncio da encarnação do Verbo no seio da Virgem Maria é o primeiro sinal da nossa salvação, culmina na Ressurreição de Cristo.

Assim, a partir da reflexão do Santo Papa, o Papa Francisco, em 2017, destaco alguns trechos que podem despertar em nossos corações: “O próprio Deus é Aquele que toma a iniciativa e escolhe inserir-se, como fez com Maria, nas nossas casas, nas nossas lutas do dia a dia, repletas de ansiedades e, ao mesmo tempo, de desejos. E é precisamente dentro das nossas cidades, das nossas escolas e universidades, das praças e dos hospitais que se cumpre o anúncio mais bonito que podemos ouvir: «Alegra-te, o Senhor está contigo!».”

Em um mundo de incertezas, de cobranças, correrias e diversas lutas é necessário celebrarmos a esperança, sempre que possível. Recordar que Deus se faz presente em nós, pela ação do Espírito Santo, que recebemos em nosso Batismo é uma oportunidade de levarmos luz para o nosso meio, em nossa Comunidade, trabalho e família. Todos nós passamos por desafios no dia a dia, todos nós temos uma dor que trazemos em nosso coração e que ninguém conhece. Só Deus conhece a grandeza do nosso coração, assim como sabia da grandeza de Maria, apesar da sua pequenez.

Outro trecho do Papa Francisco que destaco é:

“«Nada é impossível a Deus» (Lc 1, 37): assim termina a resposta do Anjo a Maria. Quando acreditamos que tudo depende exclusivamente de nós permanecemos prisioneiros das nossas capacidades, das nossas forças, dos nossos horizontes míopes. Quando, pelo contrário, nos dispomos a deixar-nos ajudar, aconselhar, quando nos abrimos à graça, parece que o impossível começa a tornar-se realidade. Sabem bem isto estas terras que, ao longo da sua história, geraram muitos carismas, muitos missionários, muitas riquezas para a vida da Igreja! Numerosos rostos que, superando o pessimismo estéril e divisor, abriram-se à iniciativa de Deus e tornaram-se sinal de quão fecunda possa ser uma terra que não se deixa fechar nas próprias ideias, limites e capacidades e se abre aos outros.” 

Experimentamos cotidianamente diversas situações que colocam a nossa Fé e confiança em Deus à prova. Será que realmente estamos confiando e acreditando em Deus o tempo todo? Estamos por acaso vigilantes e em oração? São vários os desafios que podem tentar nos distanciar de Deus, no entanto, no próprio mistério da encarnação do Verbo, está explícito a grandiosidade que a nossa fé pode alcançar. Não desanime diante das incertezas e desafios, ainda em espírito pascal, sabemos que tudo pode mudar ao longo de uma Semana, que sempre culminará na Vitória sobre as trevas.

Após estas reflexões, faço algumas indicações práticas sobre a experiência do Anúncio do Senhor, que pode ser experimentada em um aspecto místico e espiritual:

– Fazer uma lectio divina com os membros da Pascom de sua Comunidade, a partir da liturgia da Solenidade da Anunciação do Senhor;

– Reservar um momento a sós, diante do Santíssimo Sacramento, buscando silenciar a mente e a oração, pedindo a intercessão do Espírito Santo, para que Deus fale conosco;

– Produzir conteúdos para as Redes Sociais, falando do sentido Místico da Anunciação do Senhor, para que as pessoas possam conhecer um pouco mais da grandiosidade desta celebração, peça ajuda ao seu pároco, com certeza, ele lhe ajudará.

Que a revelação do Anjo Gabriel à Maria nos lembre do poder da Boa-Nova, que é sempre Vida, Amor e Misericórdia!

 Amanda Oliveira

 

6 – Assembleia Geral da CNBB – Com o quê a Pascom pode colaborar? 10 a 19 de abril 

De 10 a 19 de abril, os bispos brasileiros estarão reunidos em Aparecida para a celebração da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). É um momento de comunhão de todo o episcopado e espaço oportuno para tomada de decisões. Atualmente, nosso país tem 482 bispos, dos quais 316 estão no exercício do governo pastoral de uma Igreja Particular (dioceses e arquidioceses) e outros 166 são bispos eméritos.

O tema central desta edição da AG é a realidade da Igreja no Brasil e a atualização de suas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Além disso, conta com outros 3 temas prioritários (Sínodo dos Bispos 2021-2024, Jubileu 2025 e Juventude) e assuntos a serem tratados em razão da previsão estatutária da Conferência (Doutrina da Fé, Liturgia, Relatório do anual da presidência, relatório econômico, Textos Litúrgicos – CETEL).

Este ano, durante a reflexão sobre o tema central, os bispos do Brasil viverão a experiência do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade conhecida como “conversação espiritual”, a dinâmica também é denominada “diálogo no Espírito”, com a organização das mesas sinodais.

Além destes, outros temas e informes compõem as 27 sessões que acontecerão ao longo das duas semanas. Como de costume, a Assembleia emitirá ainda quatro mensagens: ao Papa, ao prefeito do Dicastério para os Bispos, ao povo brasileiro e ao povo católico.

Conhecendo um pouco do que será tratado, de que forma a Pascom pode colaborar com a Assembleia Geral? Elencamos alguns pontos para ajudar: 

  • O primeiro – e mais importante – é manifestar comunhão à conferência episcopal, rezando pelo bom êxito da Assembleia.
  • Acompanhar todos os canais oficiais da CNBB para repercutir os conteúdos que serão gerados desde Aparecida. Todos os dias, a Assessoria de Comunicação da CNBB organizará uma Coletiva de Imprensa, às 10h e/ou às 10h30, com bispos indicados pela presidência da CNBB para apresentar os assuntos e desdobramentos dos debates realizados pelo episcopado brasileiro na Assembleia Geral. Neste ano, pela primeira vez, o coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius, integrará o time da Assembleia,  juntamente com os profissionais da Assessoria de Comunicação da CNBB e assessores dos regionais. 
  • Interagir nos posts oficiais. Para gerar mais engajamento nas comunicações oficiais, convidamos para que as Pascom’s possam interagir nos posts em redes sociais por meio dos perfis institucionais. Ou seja, curtir, comentar e compartilhar/repostar a partir dos perfis das dioceses e paróquias. Esse tipo de ação favorece o engajamento orgânico dos conteúdos.  
  • Se você atua na equipe diocesana da Pascom, procure criar posts ligados à participação do bispo de sua diocese. É importante dialogar com ele previamente, apresentar a proposta e alinhar a melhor dinâmica para favorecer a geração dos conteúdos. Ele poderá enviar algum informe regular por meio de áudio, pequenos vídeos e fotos, que a Pascom diocesana poderá dinamizar para publicação em suas redes. 

A partir das dicas acima, avalie o que é relevante para a página de sua diocese ou paróquia ou que vá despertar interesse da sua audiência. Isso é importante para não saturar a sua página com conteúdos que são distantes do seu público. As notas públicas e questões mais ligadas à pastoral, por exemplo, são alguns dos que merecem atenção para serem compartilhados. 

Tenha certeza de que, acompanhando com atenção e dando visibilidade à Assembleia, a Pascom manifestará comunhão com os seus pastores. Em comunhão com toda a Igreja aqui estamos! 

Marcus Tullius

 

7 – 19/04 – Dia dos Povos Indígenas:

Não é Dia do Índio, é Dia dos Povos Indígenas

O que vale falar sobre esta data se, antes de tudo, não propomos mudar nossa consciência sobre a forma de falar? Somos comunicadores da Pascom, somos verdadeiros comunicadores, então precisamos nos atentar às formas da pronúncia correta, às maneiras de nos referirmos aos Povos Originários. 

Possivelmente você pensou: “Ah mas na escola a gente aprende é assim”, exato, a geração nascida até meados dos anos 2015 ainda tinha essa referência na escrita pelos anos seguintes, mas em 2022 uma Lei promulgada mudou a forma de nos referirmos aos Povos Originários. Ficou para trás o Dia do Índio para dar espaço ao Dia dos Povos Indígenas, a mudança não foi por acaso, a mudança do nome da celebração tem o objetivo de explicitar a diversidade das culturas desses povos.

A intenção ao renomear a data é ressaltar, de forma simbólica, não o valor do do indivíduo estigmatizado “índio”, mas o valor dos povos indígenas para a sociedade brasileira. Engana-se quem acha que essa proposta de mudança foi tranquila. O governo, à época, vetou integralmente a proposta, afirmando que não havia interesse do público em mudar o termo, mas os parlamentares a favor conseguiram derrubar o veto e se propuseram a mostrar que não é apenas uma data, mas uma possibilidade de conscientizar a todos sobre a pluralidade dos Povos Originários marcada por inúmeras etnias. 

E como a Pascom pode dar visibilidade a uma data tão importante? É só criar conteúdo sobre este tema para as redes sociais de sua comunidade paroquial. “Mas a Pascom pode falar sobre esses assuntos?” Não só pode como deve falar. Nós realizamos a comunicação de uma Igreja que faz parte da sociedade, temos a responsabilidade de formar os fiéis que seguem nosso perfil, que acompanham nossas publicações. Prepare um conteúdo que fale sobre os Povos Indígenas e suas culturas, fale sobre seus costumes na alimentação, sobre seus costumes na tradição da família, sobre suas canções, suas brincadeiras, sua presença na área rural e na cidade, suas lutas, suas dificuldades, sua religiosidade, sua forma de viver em comunidade…fale sobre como a Igreja se preocupa em pautar este assunto, como Papa Francisco defende os espaços dos Povos Originários, suas terras tão devoradas pela ganância dos homens, tudo em nome de um capitalismo selvagem que coloca o lucro acima do ser humano.

E lembre-se sempre, é Dia dos Povos Indígenas, e não Dia do Índio.

Janaína Gonçalves

 

8 – 24/04 – Dia Nacional da Língua de Sinais

A beleza da comunicação é que ela não se limita apenas a um meio. 

A comunicação utiliza todos os sentidos do ser humano, através da fala, da visão, da audição, do toque e dos gestos. Tudo comunica! Tudo acolhe!

Nesse cenário, temos a Língua de Sinais, conhecida como LIBRAS, que utiliza gestos com as mãos, expressões faciais e corporais através das quais os deficientes auditivos se comunicam com o mundo e o mundo com eles.

Nós, como comunicadores paroquiais, devemos estar atentos também a esse meio de comunicação e buscar formação e aproximação com essa realidade. É uma ótima oportunidade de criarmos pontes com um público que, certamente, está presente em sua paróquia e muitas vezes não é reconhecido.

Na Igreja Católica, existe a Pastoral do Surdo e uma das ações que a pastoral executa é o curso de LIBRAS para agentes da paróquia. No curso básico, que não é profissionalizante, são abordados gestos do âmbito católico, para que os deficientes auditivos possam participar da Santa Missa como todos participam.

A Pascom pode atuar nesse processo articulando o curso básico de LIBRAS, entrando em contato com a Pastoral do Surdo de sua Arquidiocese/Diocese. Caso não haja essa pastoral próxima à sua paróquia, busque contatos nas dioceses vizinhas.

Após o contato com a Pastoral do Surdo, a Pastoral da Comunicação pode articular também a produção de vídeos paroquiais com tradução em LIBRAS, explicando as novas ações.

Uma dica importante que pode ser adotada imediatamente é adicionar legenda em todos os vídeos paroquiais. Dessa forma, os deficientes auditivos já serão incluídos em nossas comunicações.

O importante é descobrir novos meios de comunicação e acolher mais pessoas!

Marcelo Godoy

 

9 – 25/04 – São Marcos Evangelista

Em 25 de abril, a Igreja celebra a memória litúrgica do autor do Evangelho canônico mais antigo, Marcos. A tradição eclesial aponta que ele tenha escrito seu Evangelho no ano 65, em Roma, por volta do martírio de Pedro. João Marcos era um jovem membro da comunidade primitiva em Jerusalém, primo de Barnabé e colaborador de Paulo e Pedro (conforme é possível ver em Atos dos Apóstolos 12,12; 13,5; 15,36-39 e na primeira Carta de Pedro 5,13). 

O Evangelho de Marcos é o mais breve dos quatro, mas também o mais direto e narrativo. Seu estilo conciso e linguagem acessível o tornaram popular entre os primeiros cristãos. Pela sua proximidade espaço-temporal com a comunidade cristã primitiva, Marcos destaca a ação de Jesus, seus milagres e ensinamentos, e também consigna por escrito o que ouviu das testemunhas e discípulos diretos de Jesus, que já estavam desaparecendo.

Nas representações artísticas cristãs, São Marcos é frequentemente simbolizado por um leão, que é associado a ele por causa de seu relato da “voz que clama no deserto” (Marcos 1,3), uma metáfora do rugido do leão.

Para este dia, sugerimos que se produza conteúdos com curiosidades do Evangelho de Marcos. Neste pequeno texto, já apresentamos algumas informações, mas você poderá encontrar outras nas introduções que as edições da Bíblia apresentam antes de cada livro; consultando livros específicos sobre este evangelista; consultando o seu pároco e/ou teólogos de sua comunidade; em sites de confiança que trazem informações sobre vida dos santos. 

Marcus Tullius

 

10 – 29/04 – Santa Catarina Sena (Protagonismo Feminino/Doutora da Igreja):

Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja: a importância do Protagonismo Feminino na Igreja

“Não nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes! Se vocês fossem o que deveriam ser, incendiariam toda a Itália!” Nascida em 25 de março em Sena, aos sete anos fez votos de virgindade, integrando à ordem Dominicana em 1363, apesar de ser conhecida por suas Cartas, Santa Catarina dedicou-se a uma intensa vida de caridade nos últimos anos de sua vida. Apesar de encontrar uma Europa destruída por pestes, guerras, que geraram grande escassez e sofrimento, ela chegou a ser um ponto de referência para homens de cultura e religiosos, chegando a ser chamada por “mãe e mestra” e estes mesmos homens “tornaram descritores dos seus muitos apelos às autoridades civis e religiosas: exortações a assumir suas responsabilidades, às vezes, repreendidos e convidados a agir, mas sempre expressos com amor e caridade”, como é apontado em um artigo do Vatican News.

O seu papel diante à crise do Papado ao longo do século XIV também é lembrado por diversas vezes, sendo inclusive, crítica às decisões dos Papas de sua época, sendo convocada pelo Papa Urbano VI após uma tensão entre um grupo de cardeais, que originou a cisma do Oriente. Ao chegar em Roma, pouco tempo depois, adoeceu e faleceu em 29 de abril de 1380, com apenas 33 anos, assim como o seu esposo, o próprio Jesus. Ainda é louvável mencionar que ela recebeu em 1375, os estigmas incruentos da Paixão de Cristo. Foi séculos depois, reconhecida pelo Papa Paulo VI, em 1970 como Doutora da Igreja. Suas obras mais conhecidas são “O Diálogo da Divina Providência”, o “Epistolário” e a coletânea de “Orações”.

São muitos os relatos que podem enobrecer ainda mais a figura de Catarina de Sena, e nós da Pastoral da Comunicação, temos o dever de ajudar na missão evangelizadora da Igreja, assim como as outras pastorais e movimentos. No entanto, só nós, possuímos a versatilidade que nos propõe a estar em comunhão e sintonia a tantos assuntos. Assim, nesta caminhada evocada pelo Papa Francisco, de dar voz às mulheres, que possamos aproveitar as celebrações das grandes Santas da Igreja, demonstrando a grandiosidade de seus feitos, muitas das vezes, não tão bem conhecidos e reconhecidos. Que irradiados pela alegria pascal, inspirados por Santa Catarina de Sena, possamos professar aquilo que ela há mais quase setecentos anos experimentou: “Munida de uma fé invicta, poderá enfrentar, vitoriosamente, seus adversários”.

 Amanda Oliveira

 

Criação: Coordenadores dos Subgrupos da Pascom Brasil