Coordenador geral reflete a encíclica Fratelli Tutti em podcasts

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Durante 6 semanas, em sua participação no Jornal Brasil Hoje, da Rede Católica de Rádio, o coordenador geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius refletiu os aspectos de comunicação da encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. O conteúdo pode ser ouvido e compartilho pela plataforma Spotify e outros agregadores de podcast. O documento está disponível para leitura no site do Vaticano.

 

#Ep. 01

Comentário veiculado em 19 de outubro. Em um mundo fechado, corre-se o risco de estabelecer relações frias e sem envolvimento da pessoa. Para o Papa “as relações digitais, que dispensam da fadiga de cultivar uma amizade, uma reciprocidade estável e até um consenso que amadurece com o tempo, têm aparência de sociabilidade, mas não constroem verdadeiramente um «nós»; na verdade, habitualmente dissimulam e ampliam o mesmo individualismo que se manifesta na xenofobia e no desprezo dos frágeis. A conexão digital não basta para lançar pontes, não é capaz de unir a humanidade.” (Fratelli Tutti, n. 43) 

#Ep. 02

Comentário veiculado em 26 de outubro. O pontífice chama a atenção para a agressividade despudorada, muitas vezes acentuada e ampliada pelas redes sociais (cf. Fratelli Tutti, n. 44). Um outro aspecto preocupante são os fanatismos que levam à destruição do outro, e por vezes são protagonizados por pessoas religiosas e por meios de comunicação católicos. O parágrafo 46 termina com uma pergunta importante, que deve levar à reflexão e conversão pessoal: “Agindo assim, qual contribuição se dá para a fraternidade que o Pai comum nos propõe?” (Cf. Fratelli Tutti, n. 46) 

#Ep. 03

Comentário veiculado em 02 de novembro. O pontífice chama a atenção sobre a utilização da comunicação como instrumento de controle e favorecimento do poder  (cf. Fratelli Tutti, n. 52). Mesmo diante dos riscos de sujeição e autodepreciação, há esperança. “A esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna. Caminhemos na esperança!” (Cf. Fratelli Tutti, n. 46)

 

#Ep. 04

Comentário veiculado em 09 de novembro. O pontífice apresenta o diálogo social para a construção de uma nova cultura. Os meios de comunicação são chamados a atuar na transformação social e na cultura do bem. É importante e “necessária a comunicação interdisciplinar, uma vez que a realidade é uma só, embora possa ser abordada sob distintas perspectivas e com diferentes metodologias” (cf. Fratelli Tutti, n. 204). No mundo globalizado, os mass media podem [e devem] ajudar às pessoas a sentirem-se próximas umas das outras, promovendo “renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna”. (cf. Fratelli Tutti, n. 205)

#Ep. 05

Comentário veiculado em 16 de novembro. Dos parágrafos 211 a 214, o pontífice fala sobre o consenso e a verdade, e coloca o diálogo “o caminho mais adequado para se chegar a reconhecer aquilo que sempre deve ser afirmado e respeitado e que ultrapassa o consenso ocasional. Falamos de um diálogo que precisa de ser enriquecido e iluminado por razões, por argumentos racionais, por uma variedade de perspectivas, por contribuições de diversos conhecimentos e pontos de vista, e que não exclui a convicção de que é possível chegar a algumas verdades fundamentais que devem e deverão ser sempre defendidas.” (cf. Fratelli Tutti, n. 211). A busca da verdade não deve partir de outro princípio que não seja a afirmação da dignidade humana.

#Ep. 06

No comentário veiculado em 23 de novembro, ele encerra a reflexão dos aspectos de comunicação da encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. Diálogo, consenso e verdade para uma comunicação que busque os verdadeiros fundamentos da nossa humanidade.  É nesse contexto que o papa cita Vinícius de Moraes, no parágrafo 215: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”. Na perspectiva da cultura do encontro, o Francisco convida a superar as dialéticas da divisão, do “um contra o outro”. Não se trata de construir uma sociedade circular, mas, como já afirmou em outras ocasiões, a melhor inspiração de Francisco é o poliedro, “que tem muitas faces, muitos lados, mas todos compõem uma unidade rica de matizes”. De acordo com Francisco, podemos aprender alguma coisa com todos e todas: “Ninguém é inútil, ninguém é supérfluo” (n. 215).

(Imagem da capa: Vatican Media)

Sobre o Autor: Marcus Tullius

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