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E se invadirem o perfil da paróquia?

Prevenção e cautela são necessárias para ter segurança de dados na internet

As redes sociais derrubaram todas as barreiras que impediam a comunicação de massa de chegar a todos de maneira rápida, quase instantânea.

Os benefícios são vários, principalmente para nós, comunicadores católicos. Hoje, nossas paróquias estão presentes no mundo digital, marcando a presença da Igreja e criando pontes de conexão que acolham a todos.

Como em todo cenário global de conectividade, sempre há cuidados que devemos ter no mundo da internet, principalmente com a segurança e proteção das contas paroquiais e dos dados de acesso a elas.

Recentemente, a conta da Pascom Brasil no Instagram foi invadida por hackers, provocando um caos na comissão dos coordenadores dos GTs. O perfil produz e publica conteúdo pensado e criado pelos 4 GTs (espiritualidade, articulação, formação e produção) e, devido ao trabalho de todos os comunicadores envolvidos, a conta já alcançou mais de 40 mil seguidores reais.

Imagine perder uma conta na qual há emoção, talento e fé envolvidos? 

Pois é! Os sentimentos de revolta e medo tomaram conta dos coordenadores.

O procedimento adotado foi notificar a Meta, empresa que administra o Facebook, Instagram e WhatsApp, enviando documentos que comprovassem que a conta em questão, que havia sido invadida, era de autoria da comissão da Pascom Brasil.

Após 3 longos dias, a conta foi recuperada sem perda de conteúdo. Mas como diz o ditado: “casa de ferreiro, espeto de pau”, o episódio acendeu a luz amarela de atenção com a situação, porém também a luz verde foi acesa, trazendo consigo o insight de criar um conteúdo que aborde o assunto, com dicas úteis sobre segurança e proteção das redes sociais.

 

Como proteger as contas paroquiais?

 

Login e Senha centralizados

Para proteger as contas paroquiais, é essencial centralizar o login e a senha.

O principal cuidado que devemos ter na administração das redes sociais é garantir que os dados de acesso (login e senha) não fiquem abertos para todos saberem. Não se trata de desconfiança, mas sim de cautela.

Quando os dados estão muito expostos, há um grande perigo de extravio e de sair do círculo da Pascom.

Nesse caso, recomenda-se que o pároco tenha acesso aos dados, assim como os responsáveis pela administração das redes (uma ou duas pessoas).

É importante utilizar senhas diferentes para cada rede social que a paróquia utilizar e alterá-las periodicamente.

 

Verificação em duas etapas

Ative a função de verificação em duas etapas nas contas paroquiais. Essa ação requer verificação e liberação (ou não) de um novo acesso à conta.

Nesse processo, são cadastrados contatos (e-mail ou telefone) nos quais serão enviados códigos de acesso sigilosos, que posteriormente serão inseridos na tela do aplicativo quando solicitado.

Recomenda-se utilizar contatos nos quais os envolvidos tenham acesso e também que a equipe seja avisada quando houver um novo acesso.

Outro método de verificação em duas etapas é utilizar um aplicativo de autenticação, como o Google Authenticator, que gera códigos de recuperação de acesso. A configuração é simples e é recomendada pelas redes sociais.

 

Antivírus para celular

O celular é a principal ferramenta para a publicação e administração nas redes sociais, e ter um antivírus instalado é recomendável para evitar os chamados malware.

Malware são programas maliciosos que se instalam em dispositivos, sites, redes sociais e outros aplicativos sem a autorização do usuário. Quando instalados, podem roubar dados pessoais, espionar e até bloquear o celular, realizando ações sem a permissão do usuário.

 

Cuidado com o Phishing

Phishing são as mensagens que recebemos por e-mail, WhatsApp ou SMS que contêm links que servem como “iscas” para despertar o interesse pelo conteúdo e induzir o clique de acesso ao endereço malicioso.

Os apelos falsos geralmente incluem textos sobre saldos devedores, bloqueio da rede social por violação de direitos autorais, problemas com o governo, entre outros.

Ao receber mensagens com esse tipo de conteúdo, é importante desconfiar e não clicar nos links.

 

A conta foi invadida. E agora?

Apesar de toda a cautela, a rede social foi invadida, como a da Pascom Brasil. O que fazer?

Pode parecer clichê, mas manter a calma é essencial. Respire, analise e siga as instruções abaixo:

1- Notifique a invasão nos canais indicados pelas redes sociais. Lembre-se de que cada uma tem um método para seguir nesses casos;

2- Avise a equipe da Pascom e publique, em outros canais e contas, como no WhatsApp paroquial ou pelo perfil dos fiéis, que a conta foi invadida. Esse procedimento antecipa situações constrangedoras caso o invasor publique conteúdos que não condizem com a fé católica;

3- Porém, caso haja vazamento de informações pessoais, difamação ou outro item, é preciso registrar um boletim de ocorrência;

4- Organize e junte provas sobre a invasão e também prints de telas que provem que a rede social é da paróquia;

5- Lembre-se: Invasão nas redes sociais é crime, conforme o artigo 154-A do Código Penal Brasileiro.

 

Recuperamos a conta. Como proceder?

Prevenção e cautela são as ações necessárias para ter segurança de dados na internet, principalmente nas redes sociais.

Após recuperar o controle da conta, tome medidas adicionais para reforçar a segurança. Além das dicas apresentadas, revise as configurações de privacidade e segurança do celular, e eduque a equipe sobre práticas seguras de mídia social e volte com toda a fé para a evangelização nas redes sociais.

 

Marcelo Godoy é publicitário, com pós-graduação em comunicação em redes sociais, com foco em comunicação católica. Ganhador do Prêmio de Comunicação da CNBB 19/20 com o site Bendita Pascom, criador do cartaz da CF 2012 e membro da Comissão Arquidiocesana da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Campinas/SP.