“Eis o mistério da fé!”

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Desde a criação do mundo e do pecado do homem, Deus propõe um Projeto de Salvação e se revela a humanidade. Propõe um caminho de arrependimento, reconhecimento, conversão e aliança.

Nesta trajetória, com o chamado de Abraão, Deus elege um povo como sinal de seu amor, mostrando sua paciência e fidelidade para com a humanidade que constantemente lhe volta às costas. O povo hebreu experimenta Deus e sua misericórdia em diversos momentos de sua história, quando então, escravos no Egito fazem a experiência da libertação. Deus que escuta o clamor do seu povo, vê o seu sofrimento e se compadece, faz sair e atravessar a pé enxuto o mar, fazendo a passagem da escravidão para a libertação. Este momento tão importante e significativo na vida e na história de um povo não pode ser esquecido. É necessário fazer memória, não no sentido apenas de lembrar, mas de atualizar. Este evento, portanto, é vivido e atualizado a cada ano, em um conjunto de ações, palavras e gestos: A páscoa judaica!

Jesus era judeu, celebrava anualmente este acontecimento da libertação do povo de Israel da escravidão do Egito. Porém, em sua última ceia Pascal, Jesus ao celebra-la com os discípulos, dá um novo sentido ao rito. A torna prefiguração da nova libertação, da nova e eterna aliança: Paixão, Morte e Ressurreição. Nos ritos judaicos, experimentam a presença do mistério pascal de Cristo! Agora não mais a passagem do mar para libertar da escravidão do Egito, mas a passagem (Páscoa) da morte para a vida que liberta da escravidão do pecado.

Este evento tão importante que só foi entendido pelos discípulos após a ressurreição do Senhor não podia ser esquecido, pois o próprio Cristo havia deixado o mandato: “fazei isto em memória de mim”.  Para entender isso é preciso voltar para o que Jesus disse, fez e mandou fazer: “Mandou que se faça a mesma coisa que fez naquela ceia derradeira.”[2]

Tomou o pão/vinho (Preparação das oferendas)

– Deu graças (Prece Eucarística)

– Partiu e Repartiu (Rito da Comunhão)

Neste sentido podemos perguntar: Que mistério da fé que é proclamado a cada celebração da Eucaristia – “Eis o mistério da fé!”. Essa pergunta pode facilmente ser respondida pela aclamação memorial reintroduzida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II: “ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE! PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO! VINDE, SENHOR JESUS!” que tem sua origem em 1 Coríntios 11,26.

O mistério da fé, não é só acreditar que Jesus esta presente nas espécies Eucarísticas, é muito mais que isso, é ter a certeza que Deus enviou seu Filho ao mundo, que se encarnou no ceio de uma mulher, se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e vai voltar em sua glória. Celebrar a Eucaristia, não é recordar a última ceia, é estar hoje aos pés da cruz, é está no túmulo vazio ouvindo o anúncio do anjo: “Ele não está aqui; ressuscitou” (Lc 24,6), é experimentar o céu. Celebrar a Eucaristia é fazer memória, atualizar o único e eterno sacrifício.

“Eis o mistério da fé” é celebrar a PÁSCOA do Senhor!

[2] MISSAL ROMANO. Oração Eucarística V.

Sobre o Autor: Pe. Tiago Faccini

Você também pode gostar:

Busca

Instagram