“Os políticos não têm tempo para nos escutar, mas o Papa Francisco tem”

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Manuela Castro – Cidade do Vaticano

Dom Pedro Barreto Jimeno sempre esteve próximo às questões indígenas no seu país, o Peru. Não é para menos que foi um dos fundadores da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM). Há um ano e meio, o trabalho se intensificou com os eventos de preparação para o Sínodo, principalmente a escuta atenta às demandas que os povos da floresta gostariam que chegassem ao Papa Francisco.

De início, dom Pedro percebeu como os indígenas estavam felizes em partilhar seus problemas. A fala de uma índia o chamou muita atenção: “os políticos não têm tempo para nos escutar, mas o Papa Franciso tem”. Ao perguntar o que querem com a realização do Sínodo para Amazônia, a principal resposta foi: nos traz de volta a esperança.

O cardeal ouviu muitos relatos de pouco acesso das comunidades a padres, de violência contra os índios, de exploração ilegal de terras indígenas e carência de serviços público.

“A Floresta Amazônica é um terreno disputado por diversas frentes, que sofre de maneira constante ao longo da história. É dever evangélico da Igreja socorrer os povos da região. É a grande responsabilidade deste Sínodo, ajudar uma sociedade deprimida com tantas divisões econômicas”.

Dom Pedro lembrou que o precursor das discussões em pauta no Sínodo foi São Francisco de Assis. O santo espalhou seu amor pela criação. Ele falava em irmã Terra. Para o cardeal, os índios assumiram exatamente essa espiritualidade de São Franciso.

“Quando falam em mãe terra, esses povos estão em sintonia com o que a Igreja prega como a Casa Comum. Eles seguem a linha de São Francisco de Assis, assim como o Papa Franscisco também o faz, desde a escolha do nome Franscisco para o seu pontificado. Peço, por intercessão do Santo de Assis, que todos entendam que há uma só linguagem, a linguagem do caminhar juntos”.

Sobre o Autor: Alex

Você também pode gostar:

Busca

Instagram