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Peça teatral sobre Edith Stein terá pré-estreia no Encontro Nacional da Pascom

O objetivo deste espetáculo teatral é traçar um panorama biográfico de Edith Stein, dentro do contexto histórico daquele período da primeira metade do século XX e hoje.
Atriz Daniela Schitini

Na noite cultural do 7º Encontro Nacional da Pascom, os participantes presenciais no Mosteiro de Itaici e os que estarão on-line, irão apreciar a pré-estreia exclusiva da peça Edith Stein, a estrela e a cruz. A santa carmelita é interpretada pela atriz Daniela Schitini, sob a produção e direção de Hélder Mariani. A apresentação acontece no sábado, 23 de julho, com início às 20h30.

A peça Edith Stein estará em cartaz no Auditório São Paulo, do Teatro Paulinas, em São Paulo, com apresentações em 30 de julho e 6 de agosto. Os ingressos estão disponíveis na plataforma sympla.com.br, pelo valor de R$ 30,00, e meia a R$ 15,00. Teresa Benedita da Cruz, também conhecida como Edith Stein, foi uma mulher à frente do seu tempo. Intelectual, de postura irrepreensível, abraçou a fé sem deixar o ofício de iluminar mentes e corações através do conhecimento histórico e filosófico. Seu exemplo repercute em nossos dias e merece ser reconhecido e propagado.

Esta é a segunda vez que Mariani leva a arte para um encontro de comunicadores. Durante o 5º Encontro Nacional da Pascom, em 2016, os pasconeiros puderam acompanhar à peça Terezinha, protagonizada pela atriz Gabriela Cerqueira.

 

Edith Stein, a estrela e a cruz

Monólogo teatral baseado nos escritos de Edith Stein, filósofa alemã judia, que ao se converter se tornou monja carmelita descalça; e morre envenenada na câmara de gás do campo de Auschwitz, em 09 de agosto de 1942. Foi proclamada santa pela Igreja Católica, com seu nome religioso, Irmã Teresa Benedita da Cruz, foi ainda declarada mártir da Igreja e co-padroeira da Europa.

A encenação se concentra no momento antes de sua saída do Mosteiro Carmelita de Echt, Holanda; na sua cela monástica, quando vai arrumar as poucas coisas que teve autorização para levar naquele dia 02 de agosto de 1942, quando dois oficiais nazistas, na portaria do Mosteiro exigiram a saída de Irmã Teresa.

Naqueles breves momentos finais de solidão, passa pelo seu pensamento, flashes fotográficos como numa retrospectiva, a história de sua vida: sua origem numa família judia, seu tempo de estudos acadêmicos, sua conversão, a entrada na Ordem das Carmelitas Descalças de Colônia, na ascensão do importantes movimentos filosóficos do século XX, a Fenomenologia, que teve como um dos grandes expoentes o Professor Edmund Husserl.

“Mártir, mulher de coerência, mulher que busca a Deus com honestidade, com amor e mulher mártir de seu povo judeu e cristão.” (Papa Francisco)

A professora doutora Edith Stein, falava seis idiomas, foi a primeira mulher a ocupar uma cátedra numa universidade alemã. Sua descrença desmoronou ao entrar como turista, numa Igreja vazia e ver uma mulher ajoelhada, em contemplação.

Morreu em 1942, na câmara de gás do campo de concentração de Auschwitz. E assim, o mundo pôde ver assombrado um dos maiores genocídios registrado na História humana, o extermínio do povo judeu. Em 1987 foi beatificada e foi declarada santa pela Igreja Católica em 1998, pelo Papa João Paulo II.

O objetivo deste espetáculo teatral é traçar um panorama biográfico de Edith Stein, dentro do contexto histórico daquele período da primeira metade do século XX e hoje.

 

A comunicação pela arte 

De acordo com o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, a partir do teatro temos elementos importantes de socialização e de reflexão existencial e religiosa, que facvorecem o crescimento humano e cultural.

“O teatro permite ao ser humano representar as mais diversas dimensões de sua existência. Não se pode esquecer que esse meio foi utilizado, no Brasil, pelo Bem-aventurado José de Anchieta para evangelizar os povos indígenas no contexto em que viviam. Um dos benefícios do teatro consiste em possibilitar ao ser humano olhar para dentro de si e para a realidade social, provocado pelos conteúdos apresentados e vivenciados nas peças teatrais.” (Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, n. 158)