Posso usar emojis nas redes sociais da Igreja?

Uma das perguntas que recebo dos comunicadores católicos é: “Posso usar emojis nas redes sociais da Igreja?”

Não só pode, como deve usar!

Os emojis são o encontro entre a comunicação e o afeto, uma verdadeira ponte para a comunicação alcançar os seguidores das redes sociais e tornar a mensagem ainda mais compreensível e dinâmica.

Usamos esse recurso para comunicar e salientar as emoções e sentimentos: alegria, tristeza, amor, empolgação, carinho… e ainda para indicar objetos, situações ou lugares.

As figuras que adotamos na comunicação diária são a evolução dos emoticons (emotion + icons), as expressões faciais feitas com símbolos de pontuação como essa de sorriso 🙂 e essa de tristeza 🙁 .

Postagens do Instagram, Facebook e Twitter contendo mais de 20 emojis têm maior engajamento de acordo com a pesquisa da Social Insider (outubro 2019) – uma pequena diferença de postagens que usam entre 10 e 20 emojis.

Este são os números da taxa média de engajamento por emojis na legenda de acordo com a pesquisa da Social Insider:

 

FACEBOOK:

  • mais de 20 emojis – 0,66%
  • entre 10 e 20 emojis – 0,57%
  • entre 5 e 10 emojis – 0,46%
  • menos de 5 emojis – 0,29%

 

INSTAGRAM:

  • mais de 20 emojis – 2,89%
  • entre 10 e 20 emojis – 2,54%
  • entre 5 e 10 emojis – 2,62%
  • menos de 5 emojis – 2,28%

TWITTER:

  • mais de 20 emojis – 0,22%
  • entre 10 e 20 emojis – 0,12%
  • entre 5 e 10 emojis – 0,12%
  • menos de 5 emojis – 0,09%

 

Usar 20 emojis em uma legenda de rede social parece muito, mas a verdade é que hoje os emojis se tornaram parte do vocabulário do dia-a-dia. Adicionar emojis às legendas das postagens é uma extensão da mensagem, pois ajuda a tornar a ideia mais nítida e emotiva para quem segue as redes sociais.

O nosso cérebro interpreta emojis como expressões humanas reais. Exemplo: quando você convida alguém para Santa Missa e usa o emoji das “mãozinhas batendo” ou da “Igreja”, você aproxima a pessoa da sua mensagem e o sentimento de rezar juntos; ou então fala que “amou a missa” e usa emoji de “coração” ou do “rosto com olhos de coração”.

Mas, atenção! Vale sempre avaliar o seu perfil de mídia e de público antes de sair escrevendo frases completas com emojis para as pessoas adivinharem. A meta é comunicar, e não complicar o entendimento da sua mensagem.

As Dioceses, Paróquias e comunidades podem usar os emojis, mas sempre devem avaliar “quais” usar e se eles têm sinergia com o objetivo da mensagem que será compartilhada.

Um grave erro é usar emojis que não tem conexão com a mensagem do texto ou da mídia (foto, arte ou vídeo) publicada. É como falar do grupo de oração e usar emojis de “soco” ou “raiva”.

Os emojis destacam o post e humanizam a marca. Ou seja: humanizam a sua Igreja. Não tenha medo de usar nas legendas de Facebook, Instagram e Twitter. Se tiver comunicação por WhatsApp, use também os emojis para se comunicar com os paroquianos.

Devo usar 20 emojis? SIM E NÃO!

Use o que for necessário para enfatizar e humanizar sua mensagem. Afinal, usamos os emojis para nos comunicarmos com amigos, familiares e colegas de empresa nos e-mails, grupos ou redes sociais particulares. Usar nas redes sociais da Igreja não será um problema, mas sim mais uma ponte de comunicação entre a Igreja e os fiéis.

Como sabem, eu gosto de dar muita dica prática para ajudar os agentes da Pastoral da Comunicação. Então: esta é minha sugestão prática para os comunicadores católicos que gerenciam as redes sociais da Igreja:

Mínimo: de 1 a 3 emojis em toda postagem para acompanhar textos curtos.

Máximo: 5 a 10 numa mensagem com descrição mais longa. Usar mais que isso ainda não vejo como necessário nas postagens diárias da Igreja (horário de missa, festa do pastel, grupo de oração…), mas sempre há exceções: caso postem uma lista na descrição, aí podem usar mais emojis para elencar os tópicos.

Como disse, não é regra. É sugestão a partir da experiência com produção de conteúdo e gerenciamento de redes sociais católicas. A pesquisa citada nos ajuda a entender a dinâmica das redes sociais, mas é importante conhecer e relacionar com o nicho em que atuamos.

Tudo nas redes sociais é “teste e validação”. Testa. Funcionou? Replica! Não funcionou, faz diferente até acertar a linguagem e obter retorno dos seguidores.

Cuidado! Nem sempre o que “queremos dizer” é o mesmo que será interpretado do outro lado pelo seguidor da rede social da Igreja. Por isso, escolha com cautela os emojis a serem usados na sua mensagem. Na dúvida, não utilize!

 

(Imagem: Freepik)

Sobre o Autor: Fabiano Fachini

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