
A missão da Igreja é anunciar Jesus Cristo, mas o modo de realizar essa missão precisa se renovar conforme o tempo, a cultura e os contextos. Hoje, as redes sociais tornaram-se um espaço concreto de evangelização, especialmente para as paróquias e comunidades que desejam alcançar as pessoas onde elas estão, com suas linguagens, desafios e buscas.
Para a Pastoral da Comunicação, o desafio não é apenas “estar nas redes”, mas comunicar com sentido, espiritualidade e identidade cristã, respeitando a realidade local e a caminhada de cada comunidade por isso a presença digital das paróquias e comunidades deve ser compreendida como extensão da ação pastoral pois não se trata apenas de divulgar avisos ou eventos, mas de evangelizar com linguagem e testemunho, promovendo encontro, comunhão e esperança.
Antes de qualquer estratégia, antes de pensar em formatos, algoritmos ou frequência de postagens é preciso perguntar: “para quem comunicamos?” e “o que comunicamos revela Cristo?”
Cada paróquia tem sua história, seu ritmo, suas pastorais, sua cultura e também suas dores por isso, um bom conteúdo nasce da espiritualidade, da escuta atenta da Palavra de Deus e da escuta sincera das pessoas.
Um conteúdo bem elaborado precisa contemplar, ao menos, três dimensões fundamentais da comunicação pastoral:
- Formar, explicando a fé, os símbolos, o Ano Litúrgico, os sacramentos e os ensinamentos da Igreja de modo simples;
- Inspirar, tocando o coração, gerando esperança, consolando e motivando a perseverança na fé;
- Evangelizar, conduzindo ao encontro com Cristo e fortalecendo a vida comunitária.
Versículos bíblicos, breves reflexões, frases do Papa, testemunhos locais e gestos pastorais são caminhos eficazes quando usados com discernimento, contexto e sensibilidade pastoral. A simbologia cristã como a luz da vela, o caminho e o pão partilhado, ajuda a comunicar o mistério da fé de forma catequética e profunda, mesmo em uma simples imagem ou legenda pois a beleza, quando bem utilizada, também evangeliza.
É importante lembrar que nem toda comunidade contará com grandes equipes ou recursos tecnológicos e isso, não deve ser um obstáculo pois a Pascom é chamada a trabalhar com o que tem e não com o que lhe falta e para isso, algumas atitudes simples fazem a diferença como planejar os conteúdos a partir do calendário litúrgico e pastoral; priorizar qualidade em vez de quantidade; valorizar a vida real da comunidade, suas celebrações, ações solidárias e encontros; utilizar uma linguagem acessível e próxima; integrar as pastorais, evitando uma comunicação fragmentada ou isolada.
A Pastoral da Comunicação tem a missão de integrar e não apenas divulgar, sua tarefa é articular pastorais, fortalecer vínculos e ajudar a comunidade a se reconhecer como Corpo de Cristo e a missão, quando vivida dessa forma gera pertencimento, forma discípulos missionários e constrói pontes em um mundo frequentemente marcado pela polarização e pelo ruído
Estar nas redes sociais com responsabilidade pastoral é um verdadeiro ato de amor e serviço. É anunciar o Evangelho onde as pessoas estão com a linguagem do nosso tempo, sem perder a essência da fé, pois comunicar bem é, antes de tudo, comunicar com o coração.
Que nossas paróquias e comunidades sejam, também no ambiente digital, sinais vivos de esperança, verdade e misericórdia e que, cada agente da PASCOM seja, nas redes e fora delas, discípulo, comunicador e missionário, anunciando com a vida aquilo que publica com palavras e imagens.
Por Ana Corazza
Redação Pascom Brasil
Fonte:
https://www.agenciaarcanjo.com.br/blog/o-que-nao-fazer-nas-redes-sociais-de-sua-paroquia
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