Peregrinos de Esperança: Perseverar quando o desânimo bate à porta

Na missão da Pascom, a técnica é importante, mas não substitui a força da Palavra de Deus

Quem serve na Pastoral da Comunicação sabe que há dias em que o coração está cheio de ideias, mas vazio de forças, o desânimo chega silencioso,  no cansaço acumulado, na falta de apoio, na sensação de que poucos compreendem a importância da comunicação na vida da Igreja.

Mas a Palavra de Deus nos recorda:

“Não se cansem de fazer o bem” ( 2 Ts 3,13).

O desânimo não significa fracasso, muitas vezes é sinal de que estamos nos doando de verdade, somos peregrinos de esperança, e todo peregrino conhece o peso do caminho e há momentos em que os pés doem, mas o coração continua acreditando no destino.

Na missão da Pascom, a técnica é importante, mas não substitui a força da Palavra de Deus. O Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais nos exortava a “falar com o coração”, recordando que a comunicação cristã nasce da fé, de uma vida tocada por Cristo e da caridade que nos envolve no amor de Deus, e mesmo após sua Páscoa seu ensinamento permanece atual e necessário para nós porque esse “falar com o coração” é um chamado exigente,  significa viver primeiro aquilo que comunicamos e se estamos cheios de cansaço e vazios de oração, corremos o risco de transmitir ruído em vez de anúncio,  informação em vez de Evangelho,  técnica em vez de testemunho.

O Cardeal José Tolentino de Mendonça, poeta e teólogo português, no seu ministério nos lembra que o ser humano “precisa de esperança para viver”, essa esperança não é uma simples sensação de otimismo,  é o fruto de uma fé viva, como afirma o profeta Isaías:

“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, elevam-se com asas como águias; correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40,31)

Quando o desânimo parece nos atingir, a esperança renovada em Deus é a força que nos eleva.

 

Pasconeiro: respire fundo e continue a comunicar, Deus precisa de você!

Na missão de sermos comunicadores católicos, somos chamados a preservar rostos e vozes, em vez de números, comunicamos histórias, não divulgamos eventos, mas guardamos memórias e sobretudo, não transmitimos apenas imagens, nós ajudamos a manter viva a identidade de uma comunidade que caminha unida na fé.

Querido pasconeiro (a,) que bela e desafiadora é a nossa missão, lembre-se de que Deus te escolheu para sua obra apesar dos nossos pecados e imperfeições.

E quando o desânimo chegar:

  • Pare e reze antes de desistir;
  • Partilhe o peso com alguém da equipe;
  • Recorde o dia em que você disse “sim”;
  • Faça menos, se for preciso,  mas faça com mais sentido.

A espiritualidade pastoral não nasce da produtividade, mas da permanência em Cristo, talvez hoje o Senhor não esteja pedindo mais postagens, mais projetos ou mais reuniões, talvez Ele esteja pedindo apenas que você permaneça na fé, na comunhão e na esperança.

Que a Pascom continue sendo ponte e não muro,  voz e não apenas imagem,  presença que acolhe e não apenas publica, mas que sejamos em cada comunidade, peregrinos de esperança.

 

Por Ana Corazza

GT de Produção Brasil – Redação