Agenda de Março: Comunicar e viver plenamente o tempo quaresmal

O mês de março chegou, e com ele, temos mais uma vez a oportunidade de viver a nossa fé da maneira mais profunda, que tem início na Quaresma e culmina na Semana Santa

Intenções do Santo Padre: Papa Leão XIV nos pede que rezemos para que as nações avancem em direção a um desarmamento efetivo, especialmente o desarmamento nuclear, e para que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência. 

 

Dia Mundial da Oração 

O Dia Mundial da Oração surgiu no século XIX por meio de um grupo de mulheres cristãs dos Estados Unidos e Canadá com o objetivo de conscientizar as pessoas de que o ato de orar vai além de fazer penitência ou proferir palavras, mas agir de maneira efetiva no auxílio de causas sociais. 

Com o passar do tempo, cada vez mais grupos femininos de diversas denominações cristãs foram estabelecendo dias para rezar pelas missões de suas próprias igrejas. 

Este ano o celebraremos no dia 6 de março, direcionados por um grupo de mulheres cristãs ecumênicas nigerianas que nos convidam a refletir sobre o tema “Eu vos darei descanso: Vinde a mim. Mt 11, 28-30”. 

A data não é destinada apenas para uma religião específica,mas para todas as crenças que fazem das orações uma forma de interceder para a realização de obras que façam o bem para a humanidade. 

 Por Ana Cristhina 

 

Santa Perpétua e Santa Felicidade, Mártires: exemplos de fé e coragem 

Você já deve ter notado nas Solenidades, que o nome de Santa Perpétua e Santa Felicidade é mencionado. Vamos conhecer mais sobre elas? 

Perpétua tinha aproximadamente 22 anos, era nobre de família rica, sendo o seu pai o único pagão da família. Quando foi levada para a prisão, tinha um filho recém-nascido. Na prisão, escrevia em um diário as atrocidades a qual era submetida. Em seus escritos, ela narra: “Nos jogaram  no cárcere e eu fiquei consternada, porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro (…)O que eu mais pedia a a Deus era a graça para ser capaz de sofrer e lutar por nossa santa religião”. 

Felicidade era sua escrava, e quando foi para a prisão estava no oitavo mês da gravidez e deu à luz uma menina neste lugar. 

Elas foram presas por causa de um decreto do imperador romano Lúcio Septímo Severo, que condenaria à morte todos que se declarassem cristãos. 

O martírio delas aconteceu no dia 7 de março de 203 d.C.  

As  duas foram lançadas na arena juntamente com outros companheiros para serem pisoteados por touros e vacas. Perpétua foi a primeira a ser atingida. Felicidade a ergueu do chão, ficando lado a lado, dando força uma para a outra e demonstrando a coragem típica dos mártires. Perpétua ainda animou o grupo com essas palavras: “Fiquem firmes na fé e amem-se uns aos outros, todos vocês! Não deixem que o martírio seja pedra de tropeço para vocês”. Felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida o soldado, que faria o mesmo com Perpétua, errou o local do golpe, fazendo com que ela lançasse um grito de dor, mas, com sua mão, ela indicou ao seu algoz o local a ser cortado pelo machado dele. 

Para nós, comunicadores, Perpétua e Felicidade são exemplos de coragem e união, permanecendo juntas oferecendo apoio uma a outra até o fim. 

Santas Perpétua e Felicidade, roguem a Deus por nós! 

Por Juliana Fontanari 

 

São Longuinho 

No dia 15 de março, celebramos São Longuinho. Interessante que chega até a ser contraditório que tenha sido atribuído esse nome a um homem de baixa estatura e com dificuldades de locomoção, o qual a tradição popular dedica o ato de dar três pulinhos para se encontrar um objeto perdido. O santo é bem popular no Brasil, já em nível mundial, ele remonta aos tempos da igreja primitiva. O nome é de origem grega “longus” (lança). 

Teria sido Longuinho o soldado que atravessou o peito de Jesus com uma lança, em vez de lhe quebrarem as pernas, como aconteceu com os outros crucificados. A passagem está narrada no Evangelho de São João. 

De acordo com a tradição, quando Longuinho acertou Jesus com a lança, o sangue teria espirrado em seus olhos, curando-o de uma doença ocular que o deixava quase cego. E assim, diante desse milagre e vendo os acontecimentos que sucederam depois da morte de Jesus, o soldado se converteu, deixou o exército romano e teria fugido para a Capadócia, onde acabou sendo preso e martirizado. 

Em um tempo em que não havia processos de canonização como acontece atualmente, Longuinho se tornou santo por conta do martírio relatado. A tradição se uniu ao registro bíblico e isso facilitou o seu reconhecimento. 

A oficialização da sua santidade foi feita pelo Papa Silvestre II (950-1003) no ano de 999. 

São Longuinho, rogai por nós! 

Por Juliana Fontanari 

 

São José: Silêncio, fidelidade e amor que gera Vida 

No dia 19 de março, a Igreja celebra São José, homem justo, casto e inteiramente disponível ao projeto de Deus. Pai nutrício de Jesus, foi escolhido para cuidar, proteger e educar o Filho com ternura, trabalho e obediência silenciosa. Sua presença discreta no Evangelho revela uma espiritualidade profunda, marcada pela escuta atenta da vontade divina e pela fidelidade vivida no cotidiano. Em São José, a Igreja contempla o valor do silêncio que comunica, da castidade que liberta o coração e do amor que se expressa no cuidado concreto da vida. 

Para a Pastoral da Comunicação, São José é inspiração para uma missão comunicadora que não busca protagonismo, mas serviço. Ele nos ensina que comunicar o Evangelho também acontece nos gestos simples, na coerência de vida e na responsabilidade assumida diante da missão confiada por Deus. Neste dia, os comunicadores e comunicadoras são convidados a rever suas intenções, suas pautas e suas atitudes, para que a comunicação eclesial seja sempre fiel, cuidadosa e profundamente enraizada em Cristo. 

Quando a comunicação nasce da fidelidade e do cuidado, ela se torna anúncio silencioso do próprio Deus. 

Por Alex Alves Guimarães  

 

Anunciação do Senhor: quando Deus fala no silêncio dos nossos dias 

A Solenidade da Anunciação do Senhor nos coloca diante de um dos momentos mais decisivos da história da salvação: Deus entra na história humana não por meio do poder, do espetáculo ou da imposição, mas através de uma palavra confiada a uma jovem simples de Nazaré (cf. Lc 1,26-38), e esse mistério, celebrado pela Igreja, continua atual para o nosso tempo. 

Vivemos hoje em uma sociedade marcada pela pressa, pelo excesso de informações, pelo barulho constante e pela dificuldade de escutar: tudo é imediato, mensurável e, muitas vezes, superficial.  

Em contraste com esse cenário, a Anunciação nos apresenta um Deus que fala no silêncio, que espera, que respeita a liberdade humana e que confia sua obra a quem sabe escutar. 

Maria não recebe o anúncio diante das multidões, mas na simplicidade do cotidiano, ela escuta, se inquieta, perguntadiscerne e seu “sim” não nasce da certeza absoluta, mas da confiança em Deus.  

Nesse gesto simples e radical, o Verbo se faz carne e o mundo é transformado. 

Ao olhar para os dias atuais, percebemos o quanto essa atitude mariana é necessária, pois somos constantemente chamados a responder a expectativas sociais, pressões econômicas, agendas cheias e urgências pastorais e em meio a tudo isso, a Anunciação nos recorda que o essencial nasce da escuta atenta da Palavra de Deus, e não da ansiedade por resultados imediatos. 

Celebrar essa solenidade é assumir que Deus continua entrando na história por meio de pessoas comuns, de gestos simples e de respostas sinceras, o “sim” de Maria não pertence apenas ao passado; ele ecoa hoje na vida de cada cristão que, em meio às complexidades do mundo atual, escolhe confiar em Deus. 

Que a Anunciação do Senhor nos ajude a desacelerar o coração, a silenciar as distrações e a redescobrir a beleza de uma fé que nasce da escuta e se concretiza no compromisso cotidiano e como Maria, que saibamos acolher a Palavra e permitir que Cristo continue a nascer no mundo através de nós. 

Por Ana Corazza 

 

Domingo de Ramos: Hosana ao Filho de Davi!

O Domingo de Ramos, conhecido também como Domingo da Paixão, representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo especial em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus, desde a sua entrada em Jerusalém, até a hora da sua Paixão. No ano 400, a procissão de ramos já acontecia em Jerusalém e a missa era toda dedicada ao tema da Paixão de Jesus. 

O Domingo de Ramos nos oferece uma interpretação da nossa própria vida e do nosso destino, nos levando a crer que todos os nossos sofrimentos encontram uma resposta em Jesus em meio a tantas perguntas como: por que sofrer? Por que morrer? Por que tantas escolhas pelas quais não compreendemos profundamente? Diante de todas essas perguntas, Jesus não nos deu respostas vagas, ele nos respondeu com a sua própria vida, dizendo que está conosco ao nosso lado até o fim, seja nas alegrias, seja no sofrimento. 

Essa celebração exige de nós compreensão, não tanto com palavras, mas com silêncio e oração, entrando em seu sentido com o coração. 

Por Juliana Fontanari 

 

Calendário litúrgico 

 01 – 2Domingo da Quaresma 

02 – São Simplício 

 03 – São Marinho 

 04 – São Casimiro 

 05 – São João José da Cruz 

 06 – Santa Rosa de Viterbo 

 07 – Santas Perpétua e Felicidade 

 08 – 3Domingo da Quaresma 

 09 – Santa Francisca Romana 

 10 – São João Olgivie 

 11 – São Constantino 

 12 – São Luís Orione 

 13 – Santa Eufrásia 

 14 – Santa Matilde 

 15 – 4Domingo da Quaresma 

 17 – São Patrício 

 18 – São Cirilo de Jerusalém 

 19 – Dia de São José 

 20 – Santo Ambrósio de Sena 

 21 – São Serapião 

 22 – 5Domingo da Quaresma 

 23 – São Turíbio de Mongrovejo 

 24 – Santo Oscar Romero 

 25 – Anunciação do Senhor 

 26 – São Bráulio de Saragoza 

 27 – São Ruperto 

 28 – Santa Gisela 

 29 – DOMINGO DE RAMOS 

 30 – Segunda-Feira Santa, São João Clímaco 

 31 – Terça-Feira Santa, Santo Amós

 

Por Redatores da Pascom Brasil