Da Matemática para a Fotografia: assim é a Pascom! 📐➡️📸

A Pastoral da Comunicação é um terreno fértil de vozes e rostos autênticos, de norte a sul e de leste a oeste do Brasil. São histórias que nos inspiram ainda mais na missão.

O ano de 2026 é apontado como o ano da originalidade e da autenticidade no marketing digital, isto é, conteúdos reais, baseados em conexões humanas, serão mais valiosos em comparação com a geração de conteúdos por Inteligência Artificial.

O Papa Leão XIV, em sua recente mensagem para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgada no dia 24 de janeiro, memória de São Francisco de Sales, reforça essa tendência e nos pede para “preservar as vozes e os rostos humanos”.

Nesse contexto, a Pastoral da Comunicação é um terreno fértil de vozes e rostos autênticos, de norte a sul e de leste a oeste do Brasil. São histórias que nos inspiram ainda mais na missão e reforçam nosso ânimo na construção de uma comunicação que combata a violência e as fake news, gere empatia e faça florescer a sinodalidade.

A série Minha Vida de Pasconeiro tem esse foco: preservar as vozes e os rostos humanos de pasconeiros e pasconeiras, apresentando a todos, exemplos que nos impulsionam ainda mais na missão.

A beleza do chamado de Deus

O Minha Vida de Pasconeiro deste mês apresenta a história da pasconeira Glaucia Patricia Bravin de Sá, professora de Matemática, da Arquidiocese de Campo Grande (MS), da Paróquia Santo Antônio de Pádua, na cidade de Batayporã.

A história de Glaucia com a Pascom começou em 2015, logo após a conclusão do tratamento contra o câncer de mama. Mesmo com os cabelos curtos, mas com o coração cheio de gratidão a Deus e uma profunda vontade de viver, sentia o desejo de se doar ainda mais aos planos que o Pai havia preparado para ela.

Ela já participava do movimento Caminho Neocatecumenal, porém não atuava ativamente em nenhuma pastoral. Mas, como os chamados de Deus surgem de repente em nossas vidas, assim também aconteceu com Gláucia. Na época, em um dia comum de trabalho, na escola onde era coordenadora, o então pároco, padre Ibanor Zanatta, a visitou inesperadamente e fez o convite que mudaria sua trajetória: integrar a Pastoral da Comunicação.

Glaucia e a Pascom paroquial

O padre Ibanor e o Ir. Sílvio, ambos da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, estavam implantando a Pascom na paróquia e sentiram, no coração, que Gláucia era a comunicadora de que precisavam.

Um chamado assim não dá para dizer não! E, desse modo, teve início sua bela e autêntica história na Pascom, com as transmissões das missas pelo rádio, pelo site e também pelas redes sociais, além da produção de um informativo mensal.

Busca por Formação e Espiritualidade e os anjos que aparecem

Compartilhar experiências reforça e ajuda muito a missão dos pasconeiros e pasconeiras em suas atividades, e, no caso de Glaucia, não foi diferente. Um amigo pasconeiro teve papel fundamental em sua caminhada: Jefferson Zucão, um jovem simples, inteligente e comprometido, que sempre a incentivou na busca por conhecimentos em fotografia, criação de artes e transmissão de missas, mesmo ela não tendo formação técnica na área.

Ela sentia que, apesar dos incentivos e das trocas de experiências, ainda faltava algo, pois em sua região não havia formações presenciais suficientes. Cada partilha e aprendizado despertavam em seu coração o desejo de continuar aprendendo.

Assim, incentivada por Jefferson, que na época integrava o GT de Produção, decidiu se inscrever no GT de Espiritualidade da Pascom Brasil, sendo acolhida por Vanessa Linhares, então coordenadora do grupo. Depois, em 2024, participou também do 8º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida (SP).

“Foi um momento de grande alegria e comunhão, marcado pelo encontro com pessoas que, até então, eu conhecia apenas virtualmente, como coordenadores da Pascom Nacional, membros do GT de Espiritualidade e tantos outros nomes importantes da comunicação católica no Brasil”, ressaltou.

Que Ele apareça e não eu

Glaucia aprendeu muito nessa caminhada com a Pascom, mas também descobriu sua paixão pela fotografia. Fotografar deixou de ser apenas o registro de momentos e tornou-se uma forma de anunciar a mensagem de Deus por meio das lentes das câmeras.

Nesse percurso, compreendeu que a espiritualidade do pasconeiro é algo sagrado, que molda todo o seu ser e estar, o escutar e o falar. O comunicador na Igreja é chamado a ser instrumento, e não protagonista; por isso, muitas vezes, está nos bastidores, atrás das câmeras, dos celulares e dos computadores, realizando sua missão de coração aberto, para que Deus apareça e seja anunciado.

A missão da Pascom é viva em seu coração, tanto que guarda em sua mente uma definição que repete todos os dias:

“Comunicar o Evangelho com humildade, sensibilidade e verdade, colocando nossos dons a serviço da evangelização, para que a mensagem chegue aos corações e produza frutos”, afirma com fé.

A espiritualidade em ser Pascom

Glaucia viveu profundamente a espiritualidade por meio do movimento Caminho Neocatecumenal, e essa experiência a ajudou a vivenciar e a cultivar a espiritualidade também na Pastoral da Comunicação. Ao conduzir as reuniões da Pascom, criou verdadeiros momentos de encontro com Deus, tanto para si quanto para os demais agentes.

“Amo essa pastoral, e vivê-la intensamente significa estar comprometida com todos os seus eixos. A Pascom, para mim, não é apenas fazer, mas ser Espiritualidade, Formação, Articulação e Produção, que caminham juntas, em sinodalidade.”

Momentos que marcam e comunicam

Durante sua trajetória na Pascom, Glaucia viveu momentos que marcaram profundamente o seu caminho, como a participação no CONACOMP — Congresso Nacional de Comunicação Paroquial, em 2019.

“Foi um momento inesquecível, em que tive a oportunidade de conhecer o padre Joãozinho, o padre Zezinho e o padre Marcelo Rossi, além de participar de palestras maravilhosas com grandes comunicadores católicos.”

Ser Pascom é viciante e apaixonante, mas nunca devemos nos esquecer de que o nosso foco principal é levar o rosto do Cristo Ressuscitado, por meio das mídias e das redes sociais, aos corações que mais precisam.

Por Marcelo Godoy